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Quando a estação muda: o que as lesões nas patas das porcas revelam sobre o momento certo, a resiliência e a nutrição mineral

Leitura de 5 minutos

As lesões nas patas das porcas não são aleatórias

Lesões nas garras continuam sendo um dos desafios econômicos e de bem-estar mais persistentes enfrentados pelas explorações de porcas em todo o mundo. Embora a genética, o alojamento e o manejo frequentemente façam parte da discussão, a análise dos dados sobre lesões nas garras mostra que a sazonalidade desempenha um papel central tanto no tipo quanto na gravidade das lesões, além de influenciar a forma como as porcas respondem às intervenções nutricionais.

Em um estudo de caso em grande escala realizado em 20 rebanhos brasileiros, os pesquisadores avaliaram 3.583 porcas em lactação quanto à presença de lesões nas garras dos membros posteriores após o parto. As lesões foram classificadas por meio de uma escala padronizada de quatro pontos e resumidas em um índice abrangente de lesões (índice L), permitindo uma compreensão mais profunda dos padrões de saúde das garras entre rebanhos, paridades e estações do ano.

Sistema de pontuação L-Index

As lesões foram classificadas em uma escala de 0 (ausência de lesão) a 3 (lesão grave), incluindo crescimento excessivo e erosões no calcanhar (HOE), fissura no calcanhar e na sola (HSC), separação ao longo da linha branca (WL), fissuras horizontais (CHW) e verticais (CVW) na parede, dedos com unhas crescidas (T) e garras acessórias rasgadas (DC).

O que ficou claro foi uma mensagem bem definida: nem todas as porcas enfrentam problemas com as garras da mesma forma, e nem todas as épocas do ano apresentam o mesmo risco.

Um rebanho, muitas realidades relacionadas à porca

Quando os dados foram analisados por meio de técnicas multivariadas, as porcas se agruparam naturalmente em quatro clusters distintos, cada um com seu próprio perfil de lesões nas unhas (Figuras 1 e 2). Alguns grupos apresentavam maior propensão a danos na linha branca, outros ao crescimento excessivo do calcanhar, e um grupo apresentou gravidade consistentemente mais elevada em vários tipos de lesões.

Figura 1. Lesões nas garras agrupadas por aglomerados

Figura 2.

Ao mesmo tempo, a época do ano em que a avaliação foi realizada destacou-se como um importante fator determinante da gravidade da lesão.

  • A primavera e o inverno foram associados a índices mais elevados para vários tipos de lesões, incluindo crescimento excessivo do calcanhar, fissuras horizontais e verticais na parede e separação da linha branca.
  • O verão apresentou consistentemente os menores índices de lesões em todas as categorias.

Figura 3. O tipo e a gravidade das lesões nas garras foram influenciados pela estação do ano

Isso representa um desafio para os sistemas de produção. Se as lesões nas garras variam de acordo com a estação do ano e as porcas apresentam diferentes graus de suscetibilidade, como podemos elaborar programas de nutrição que sejam ao mesmo tempo proativos e precisos?

A nutrição mineral direcionada contribui para a resistência das garras

O estudo também avaliou o papel de complexo de aminoácidos de zinco, manganês e cobre suplementação com Zinpro® Availa® Sow sobre a saúde das garras (Figura 4). Em todos os grupos, a suplementação foi associada a reduções significativas em vários tipos de lesões, incluindo rachaduras horizontais na parede, rachaduras entre o calcanhar e a sola e garras rasgadas.

Figura 4. Redução do Índice L dos Clusters 1 e 3 com o Zinpro® Performance Minerals® (ZPM)

É importante ressaltar que a resposta não foi uniforme em todos os grupos de porcas:

  • Alguns grupos atingiram um patamar estável de melhora no índice L geral após 8 a 10 meses de suplementação.
  • Outros grupos apresentaram uma resposta mais limitada, o que destaca diferenças biológicas ou ambientais subjacentes.

Isso reforça uma percepção fundamental: a nutrição mineral é mais eficaz quando alinhada à condição da porca, ao perfil de risco e ao momento certo. Em vez de uma abordagem genérica, os dados apoiam uma estratégia focada no fortalecimento da integridade estrutural antes das estações de alto risco, especialmente o inverno e a primavera.

Repensando a saúde das garras sob uma perspectiva sazonal

As lesões nas garras não surgem da noite para o dia, nem desaparecem tão rapidamente assim. Esta pesquisa ressalta a importância de estratégias minerais de longo prazo, baseadas em evidências científicas, que fortaleçam os tecidos das garras antes que os fatores de estresse sazonais atinjam seu pico.

Para os sistemas de produção, a lição a ser aprendida é clara:

  • Acompanhe as tendências relacionadas à saúde das garras por estação do ano, e não apenas por paridade ou tipo de alojamento.
  • É importante reconhecer que diferentes grupos de porcas respondem de maneira diferente à mesma intervenção.
  • Uso Zinpro Availa Sow como parte de um programa proativo destinado a promover a resiliência das garras ao longo do tempo.

Quando alinhamos a nutrição com a biologia e a biologia com o calendário, nos aproximamos de uma longevidade sustentável das porcas, de um bem-estar aprimorado e de um desempenho mais previsível.

As lesões nas garras são mais do que uma questão de bem-estar — são um sinal.

Entre em contato com o especialista em suinocultura da Zinpro® para descobrir como a saúde das garras está relacionada ao desempenho, à longevidade e aos resultados econômicos das porcas em sua fazenda.

Perguntas frequentes sobre lesões nas garras das porcas e saúde sazonal dos cascos

Referências

A sazonalidade como principal fator que influencia o tipo e a gravidade das lesões nas garras em porcas em lactação, o que pode afetar sua resposta à suplementação com complexos de minerais e aminoácidos: um estudo de caso

Ton Kramer1, Alan Klein1, Alyssa Cornelison1, Wesley Schweer1, Mike Socha1, Lucas Rodrigues1 e Geraldo Camilo Alberton2
1Zinpro Corporation, Eden Prairie, Minnesota, EUA
2Universidade Federal do Paraná, Palotina, Brasil